10 agosto, 2008

Morrer conscientemente...


Soltei "O Grito", sim... aquele grito do quadro de Munch... aquele horripilante som que nos deixa num vazio, para o qual se morre... para o qual me apercebo que deixei de criar ... e me leva para dentro, introspectivamente para dentro do Eu. Enfrento uma frase que leio com atenção e preencho com cores que nunca antes teria seleccionado, porque são negras e escuras... "A imaginação cria o medo, por isso, nada temo." Tenho-me sentido diferente... observadora, menos comunicativa, a verdadeira ouvinte do exterior, do que me cerca. Sinto-me uma estranha! Uma morte lenta ... a música que quero é o som do mar, esse que me embala e leva nas ondas como se embala um berço e que limpa a alma de qualquer um! Quero um barco e um rumo sem destino, pois, neste preciso momento desejo-me perder na sua imensidão, no seu azul. Apenas morrer como seus braços na praia... de cansaço, de tanta correria, de tanta mudança física e espirítual.
Quero morrer e ressuscitar para uma vida que mereço viver... quero chorar tudo e tornar o mar ainda mais salgado e deixar para trás o passado. Talvez regressar mais viva, mais alegre, como se houve uma nova estrela nos céus, um novo big-bag se tratasse. Quero ser aquela heroína das histórias da Marvel, que depois de muito mal tratada e desaparecida em combate, renasce das cinzas, como uma folha em branco, nua para uma nova vida, com novos super-poderes. Novinha em folha para acabar de vez com a opressão desta rotina do dia-à-dia: casa-trabalho-trabalho-casa. UFF! Basta digo EU... e assim quero morrer conscientemente para me erguer.

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1 Comments:

Blogger Danço, pois said...

Gosto quando desabafas amiga, é poético. Estou aqui para o que for preciso e para te ajudar a erguer, sempre. Beijos.

27 de agosto de 2008 às 15:21  

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    Autor: Flaubert , Gustave

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    Autor: Musset , Alfred de

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    Autor: Mann , Thomas

    Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro.

    Autor: Napoleão Bonaparte

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